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| No dia 22 de Outubro de 2007 chegou às lojas o CD compilação da CoolTrain Crew, editada pela Zounds, que reúne remisturas e produções deste colectivo para artistas como Táxi, Da Weasel ou Blasted Mechanism. A CoolTrain Crew formou-se no final de 1995, com o intuito de atribuir visibilidade a músicas urbanas emergentes como o drum & bass e as linguagens modernas do jazz, constituindo uma alternativa às expressões então predominantes do house e do tecno. Na sua origem, o núcleo era constituído por vários DJs do Bairro Alto, em Lisboa, todos eles conhecidos em nome individual nos dias de hoje pelas suas actividades enquanto DJs, produtores, músicos e/ou divulgadores: Johnny (que ainda se mantém no colectivo); Tiago Miranda (DJ residente do Lux, membro da dupla Dezperados e músico dos Loosers); Nuno Rosa (também conhecido como Pink Boy e também membro dos Dezperados); Dinis (residente do Lux e um dos mais respeitados DJs das músicas de dança alternativas); Rui Murka (residente da discoteca Frágil, autor de várias compilações e temas avulsos) e Vítor Belanciano (jornalista e crítico de música do jornal “Público“). Pioneiros do drum & bass em Portugal, começaram por realizar festas em locais como o Captain Kirk, o Indústria ou o Califórnia, antes de fixarem residência no Ciclone (antigo Johnny Guitar). Em simultâneo, alargaram os novos conceitos da música de dança a outros espaços, de Norte a Sul do país, actuando em velhos teatros; em festivais como o Sudoeste ou Blue Spot; em grandes festas de música de dança, abrindo-as a novas sonoridades; no Miradouro do Adamastor; no Coliseu dos Recreios de Lisboa durante os Prémios Blitz de 1997 ou na Praça Sony, durante a Expo’ 98, onde foram também responsáveis pela programação de uma semana de música. No
início do milénio, o colectivo regenera-se. Johnny, Kalaf,
Riot, Lil’John e Alx constituem a nova formação. Nesta segunda fase, empenham-se também na produção de concertos, garantindo auto-suficiência e profissionalismo, trazendo a Portugal, nomes firmados como os 4 Hero, Lemon D & Dillinja, Digital, Randall ou Metalheadz, entre outros. Em
2003, nasce a CoolTrain Records e DJ Riot lança uma remistura do
velho êxito dos Táxi, “Chiclete (Chiklet RMX)”.
O tema passa nas rádios e marca o princípio de uma digressão
ibérica. No mesmo ano, o colectivo começou a realizar sessões de jazz, as Jazz Sessions. Com quase cinco anos de intensa actividade em prol duma crescente divulgação e democratização dos vários “jazzes” que se ouvem na actualidade, as Jazz Sessions encontraram nova casa em Julho, o bar-discoteca Lux. Um percurso desde sempre liderado por Ricardo José Lopes e pelo DJ Johnny da CoolTrain e que, antes de chegar ao Lux, teve os seus passos iniciais nas Leiria Jazz Sessions (no Abadia, entre 2003 e 2005) e nas Lisboa Jazz Sessions (na Bicaense, nos anos de 2005 e 2006), palcos onde se definiu o essencial do espírito das Lux Jazz Sessions: provar que o jazz é uma música com total abertura e modernidade, combustível para a dança e para a festa – relembrando uma das funções prioritárias que estiveram na sua origem –, ao mesmo tempo que se divulgam algumas das mais importantes tendências e criadores da cena jazzística e dos seus incontáveis recantos. Para além das Jazz Sessions, Riot e Alx foram os DJs escolhidos para produzir a banda sonora do espectáculo “Urgências 2007” que decorreu no Teatro Maria de Matos de 5 a 29 de Julho. Este espectáculo é um conjunto de peças curtas onde actores, DJs e artistas de várias áreas se encontram no palco para procurar um olhar actual e incisivo sobre o presente e as suas “urgências”. Os dois DJs construíram a banda sonora em tempo real, improvisando de noite para noite, alimentando o espírito de urgência que é característica deste espectáculo. |
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